quinta-feira, 7 de junho de 2012

SAÚDE DOS MÚSICOS


O Brasileirinho de Waldir Azevedo é um bom exemplo. Para chegar ao grau de preciosismo do chorinho, é preciso dedos rápidos e muitas horas de exercícios que expõem músicos a problemas graves de saúde, afetando seus músculos, articulações, ouvidos e cordas vocais. Tais males atingem esses profissionais de maneiras diferentes, dependendo do instrumento utilizado, tamanho e peso, horas de dedicação, exposição a ruídos e pressão sonora.
Um dos principais sintomas ocupacionais é o chamado DORT, ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, líder no ranking de doenças notificadas à Previdência Social e que afeta, principalmente, músicos de cordas em decorrência de microtraumas que vão se acumulando, movimentos manuais repetitivos, contínuos, rápidos e vigorosos durante longas horas de prática.
A vulnerabilidade de músicos de cordas, especialmente os violinistas, já foi objeto de estudo pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos: em 1989, a pesquisa realizada na instituição apontou, em um grupo de 2.122 membros da Conferência Internacional de Músicos da Sinfônica e Ópera, 75% afetados por algum tipo de problema ocupacional. No Brasil, 88% dos músicos de cordas reclamam de desconforto físico relacionado a sua atividade, segundo pesquisa de Edson Queiroz de Andrade e João Gabriel, fisioterapeutas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os 419 instrumentalistas de 13 Estados brasileiros entrevistados para o trabalho queixam-se principalmente de desconfortos nas costas, pescoço e ombro esquerdo.


As cordas vocais são expostas a horas de ensaio em ambientes barulhentos e poluídos, empregadas de forma inadequada, por tempo prolongado e em ambientes ressecados. Pior: as cordas vocais são sensíveis às variações bruscas de temperatura, o que pode afetar a voz, além de poderem sofrer inflamações devido ao consumo de cigarro e álcool. Mara Behlau, fonoaudióloga da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), acrescenta que, entre os problemas mais comuns de voz, estão os edemas (inchaços) e calos das pregas vocais.
Ouvidos apurados e sensíveis são exigências básicas para afinadores, regentes e músicos em geral. Conseguir discernir os tons e semitons de uma orquestra requer um apuro fundamental e a exposição aos decibéis gerados em uníssono pelo conjunto de violinos, flautas, da percussão e dos metais pode ser risco igual ao que sofrem trabalhadores de uma metalúrgica. Foi o que verificou Iêda Russo, fonoaudióloga e docente titular da PUC-SP, em pesquisas que realiza há 30 anos sobre a audição de músicos. Iêda Russo, que também é pianista, diz que a maior causa desses problemas é a amplificação da música que nos anos 60 estava na ordem de 100 watts de potência, “o som dos Beatles”, e saltou para cerca de 500 mil watts no início dos anos 90. O nível normal de audição é de cerca de 20db (decibéis); atinge 116db em shows de rock ou trios-elétricos durante o carnaval.
É o que mostra sua pesquisa realizada em 1995 quando mediu os níveis de pressão sonora de dois trios-elétricos em Recife (PE) e seus efeitos nos músicos antes e depois dos ensaios e show. Dados do Ato de Saúde e Segurança de Ontário, no Canadá, indicam que a dose diária de ruído está em torno de 90dB durante 8 horas diárias e caso a pressão sonora eleve para 100dB a exposição deve ser reduzida para 2 horas diárias.
São pouco os profissionais que se dedicam a saúde do músico. Carolina Valverde Alves, fisioterapeuta, percussionista e saxofonista amadora, e João Gabriel Fonseca, médico clínico e pianista, fundaram em 1999 o Exerser, Núcleo de Atenção Integral à Saúde do Músico com outros seis profissionais da saúde. Entre outros estudos na área, destacam-se pesquisas desenvolvidas na USP, Unifesp, PUC do Rio e São Paulo e a Universidade de Brasília.

 Autora: Germana Barata
http://cienciaecultura.bvs.br/

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A IMPORTÂNCIA DA POSTURA NA VIDA DO MÚSICO

A Fisioterapia já há tempos vem buscando modos de prevenção quanto à postura adequada nos vários setores de trabalho humano. A musica é uma das áreas pouco comentadas quanto a postura durante o trabalho, porem uma postura correta aumenta a qualidade das apresentações.

Um musico sabe que a voz muda de acordo com as situações boas e ruins que passamos, qualquer desarmonia pode diminuir o rendimento do profissional, por isso o mais difícil na profissão é tentar harmonizar as emoções e ansiedades, com os distúrbios corporais dolorosos que temos.

Segundo alunos do curso de Musica da Univali que participaram de um programa de reeducação postural estabelecido entre o curso de Musica e de Fisioterapia, o primeiro obstáculo a ser vencido é a timidez e a dificuldade de apresentação, pois alguns Músicos e Instrumentistas que se apresentam sentados ficam em uma posição com os ombros caídos prejudicando assim a coluna, e também a voz dificultando uma respiração de maneira correta, por que nessa posição os músculos da respiração se comprimem fazendo com que a respiração seja feita com maior dificuldade e a voz flua com menos propriedade prejudicando a apresentação. No caso do instrumentista o problema pode ser maior devido ao peso dos instrumentos, as posições exigidas para segura-lo e também pelos movimentos repetitivos feitos que possam causar alterações crônicas.

No caso do instrumentalista o problema pode ser maior, devido ao peso dos instrumentos, as posições exigidas para segura-lo, e também pelos movimentos repetitivos feitos que podem causar doenças graves que prejudicam o movimento.



Já vimos então o que a má postura pode causar, mas o que podemos fazer para ter uma boa postura na apresentação?

Começando pelos pés, eles devem estar confortáveis, e o peso do corpo deve ser distribuído igualmente pela borda externa dos pés. Os músculos do corpo todo devem estar relaxados, principalmente os da região do pescoço e ombros, onde os músculos são muito importantes para a respiração e a sonoridade. A cabeça bem equilibrada e reta a coluna, como se existisse uma linha bem no centro da cabeça a segurando. Quando os braços estiverem livres, podem ser usados para se comunicar com o publico e se expressar.

Para os que trabalham sentados, o importante é manter as curvas da coluna, apoiar os pés totalmente ao chão, e posicionar de um jeito confortável o instrumento. Tendo em vista que uma performance em pé seja melhor comparada com uma sentada, pois em pé os vícios da má postura são mais difíceis de acontecer. Alguns exemplos de vícios ao tocar sentado: encolher os ombros, cruzar as peras, esticar as pernas para frente, segurar a cadeira com as pernas.

Lembrando que a postura esta no nosso dia a dia e é de nossa responsabilidade nos controlarmos e nos corrigirmos para não nos depararmos com consequências futuramente. A fisioterapia ajuda a trabalhar a consciência corporal, e adquirir equilíbrio e resistência, trabalhando em conjunto com os fatores psicológicos pessoais, assim visando aumentar o rendimento não só do musico, como também de qualquer trabalhador, trazendo uma postura correta que pode prevenir problemas futuros.


Trabalho realizado por:
Caroline Zarske Eberhardt -
Lauro Correa Junior
Acadêmicos do 3 periodo de Fisioterapia Univali - Universidade do Vale do Itajai.

Orientadora: Profª Mestre - Ana Ligia Oliveira.
 
Obs:
 Todo crédito e responsabilidade do conteúdo são de seus autores.
 Publicado em 16/05/2012.

LESÕES EM MÚSICOS

  A intensa atividade exercida pelo músico pode levar este profissional a desenvolver lesões como as
afecções músculo-esqueléticas, as compressões nervosas e as disfunções motoras ou distonias.
  São vários os fatores apontados na literatura como desencadeadores do aumento do esforço físico e mental destes profissionais, dentre estes destaca-se o tipo de instrumento (peso, tamanho e qualidade); a duração da execução; a dificuldade técnico-musical da obra; as condições psicológicas do executante; a resistência muscular; a reabilitação prévia inadequada; as variações anatômicas; a necessidade de repetição não somente uma, mas várias vezes para adquirir aprendizagem motora; as posturas antifisiológicas; o excesso de força na movimentação; o estresse; o gênero; a idade; o aumento do número de ensaio, em virtude de apresentações, concursos ou exames de seleção; e
os fatores ambientais. Como pano de fundo, encontra-se a natureza da atividade dos músicos que exige além da precisão de movimentos, a pressão temporal, e o tratamento de informações, colocando em evidência as demandas física, afetiva e cognitiva.


  As lesões acometem principalmente os membros superiores em função da constante solicitação
que podem ser agravadas pela continuidade dos hábitos errôneos e pelo tratamento inadequado.     Algumas estratégias poderiam ser utilizadas a fim de minimizar este problema, a exemplo do que se observam em algumas ações que vêm sendo desenvolvidas em organizações empresariais, colocando em evidência a preocupação com a saúde de seus trabalhadores, por meio da inserção de equipes interdisciplinares com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos dentre outros profissionais capacitados no contexto da saúde ocupacional. Ações, ainda muito tímidas, de prevenção vêm sendo adotadas e recomendadas como a introdução de palestras, exercícios laborais, intervenções ergonômicas, conscientização dos profissionais, enfim, ações e intervenções precoces com o objetivo de elaborar estratégias para melhoria da qualidade de vida no trabalho.
 Finalmente, destaca-se que para aprofundar a magnitude deste problema é necessário que os profissionais,músicos e aqueles que atuam na melhoria da saúde e da segurança no trabalho, compreendam a natureza desta atividade, e os aspectos da biomecânica nela envolvida, a fim de propor alternativas que considere a demanda solicitada em função das características de cada instrumento, considerando os outros fatores envolvidos, para a realização da atividade.
 Acrescenta-se ainda a necessidade de mais estudos sobre as atividades dos instrumentistas através
da coleta de sinais biológicos.

Fonte: Considerações Finais - Lesões em músicos: quando a dor supera
a arte
Musician’s injuries: when pain overcomes art
Thaís Branquinho Oliveira Fragelli1, Gustavo Azevedo Carvalho2, Diana
Lúcia Moura Pinho3

MÚSICOS COM SÍNDROME DE MARFAN

A síndrome de Marfan, também conhecida como Aracnodactilia, é uma desordem do tecido conjuntivo caracterizada por membros anormalmente longos. A doença também afeta outras estruturas do corpo, incluindo o esqueleto, os pulmões, os olhos, o coração e os vasos sangüíneos, mas de maneira menos óbvia. Seu nome vem de Antoine Marfan, o pediatra francês que primeiro a descreveu, em 1896. A síndrome de Marfan é uma doença genética associada a deficiências do tecido conjuntivo (desempenha uma função de suporte nos diversos órgãos do corpo). Como resultado, os indivíduos com esta doença apresentam frequentemente anomalias a nível esquelético, ocular e cardiovascular, entre outras. Muitos dos indivíduos afectados têm alterações das válvulas cardíacas e dilatação da aorta. As complicações cardiovasculares mais importantes em termos de risco de vida são os aneurismas da aorta e as dissecções da aorta. A prevealência é de aproximadamente 1 em 5000 indivíduos.
A Síndrome de Marfan tem um quadro clínico muito variado observado em uma mesma família e em famílias diferentes. A este fato chamamos de expressividade variável e ele é importante porque nem sempre um indivíduo afetado tem todas as características clínicas. Por isso é necessário examinar cuidadosamente os pais e os familiares próximos. Da mesma forma que um indivíduo discretamente afetado pode vir a ter um filho muito acometido, ou vice-versa.

As principais manifestações clínicas da doença concentram-se em três sistemas principais: o esquelético, caracterizado por estatura elevada, escoliose, braços e mãos alongadas e deformidade torácica; o cardíaco, caracterizado por prolapso de válvula mitral e dilatação da aorta; e o ocular, caracterizado por miopia e luxação do cristalino. A essa possibilidade de atingir órgãos tão diferentes denomina-se pleiotropia.

Sabendo que um determinado gene seria o responsável por estas manifestações clínicas e que um gene sempre comanda a fabricação de uma proteína, os pesquisadores se concentraram em descobrir que proteína seria comum aos ossos, olhos e coração, e no final dos anos 80 descobriram a existência de uma proteína chamada fibrilina, que faz parte do tecido de sustentação dos órgãos. Ela está presente em grande quantidade nos ligamentos que unem os ossos nas articulações e seguram as lentes dos olhos, chamadas de cristalino, assim como na camada interna das artérias, principalmente da maior artéria do corpo humano, chamada de aorta.




Músicos com Síndrome de Marfan-

O estilo de vida de Niccolò Paganini e a sua aparência mefistofélica deram origem a historias de que o seu virtuosismo era devido a um pacto com o demônio. É mais provável que ele fosse portador de uma doença, a Síndrome de Marfan, cujos sintomas típicos são os dedos particularmente compridos e magros.

Rachmaninoff é tido como um dos pianistas mais influentes do Século XX. Seus trejeitos técnicos e rítmicos são lendários, e suas mãos largas eram capazes de cobrir um intervalo de uma 13ª no teclado (um palmo esticado de cerca de 30 centímetros). Especula-se se ele era ou não portador da Síndrome de Marfan, já que pode-se dizer que o tamanho de suas mãos correspondia à sua estatura, algo entre 1,91 e 1,98m. Ele também possuía a habilidade de executar composições complexas à primeira audição. Muitas gravações foram feitas pela Victor Talking Machine Company, com Rachmaninoff executando composições próprias ou de repertórios populares.
 O compositor de musicais, Jonathan Larson, morava em White Plais, NY.
Ele teve a música ao seu lado desde cedo, já que tocava trompete e tuba, participava do coro de seu colégio e teve aulas de piano. Suas primeiras influências musicais caminhavam entre estrelas do rock como Elton Jonh, The Beatles, The Doors e Billy Joel até o clássico compositor de musicais Stephen Sondhein. Larson também atuava e fez parte de várias peças do White Plains High School. Faleceu de Dissecção de  Aorta, decorrente da síndrome de Marfan.


http://www.marfan.com.br/sobre_marfan/sindrome/sindromemarfan.asp?area=1

segunda-feira, 4 de junho de 2012

GUERRA-PEIXE

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Filho de portugueses, nascidos na Beira, que chegaram ao Brasil em 1893. O pai era ferrador de cavalos, antiga tradição profissional. Músico amador, executava os seguintes instrumentos populares: violão, bandolim, guitarra portuguesa, sanfona de oito baixos e cítara.
Caçula de 10 irmãos, César Guerra-Peixe aprendeu, com o pai, aos seis anos de idade, um pouco de violão; aos sete, aprendeu sozinho a executar bandolim; aos oito, violino; e aos nove, piano. Começa assim a história musical de um dos grandes compositores brasileiros.

18/03/1914
Nasce em Petrópolis, filho de Francisco Antonio Guerra-Peixe e de Anna Adelaide Guerra-Peixe.

O maestro e compositor Guerra-Peixe sempre teve a preocupação em registrar os motivos composicionais de suas obras. Isto pode ser observado não só por este trabalho, agora disponível para download gratuito, mas também pelos catálogos feitos por ele no decorrer de sua vida, os quais são permeados de diversos exemplos musicais, indicando, como que nos ensinando, o caminho a ser seguido.
Oitenta exemplos - arquivo PDF



Prelúdio 5 - Guerra Peixe
Vanessa Weber (Violao - solo), Izabella Lins e Paulo Franco (Percussao)



O grupo "Trem Vocal" é formado por 6 (seis) gabaritados músicos brasileiros. Tem um repertório autenticamente brasileiro e busca resgatar as raízes da nossa música e identidade cultural.

Nascido do "Trio Vocal Mangueira", que era formado por Mauro Portugal (violão e voz), Alesandra Silva (voz) e Bárbara Souza (voz).
“TREM VOCAL É UM GRUPO DO RIO DE JANEIRO: MAURO PORTUGAL -VANESSA WEBER- ALESANDRA SILVA -RONALDO MATHIAS- MICHEL NASCIMENTO- ALEX COUTINHO VOZES-VIOLAS-BAIXO- FLAUTA E PERCUSSÂO- ”



domingo, 3 de junho de 2012

EVGENY KISSIN NO BRASIL(SP)

Kissin vem de uma escola de grandes pianistas russos.



Quando se trata de Evgeny Kissin, o uso da palavra "gênio" torna-se mais do que adequado; é quase obrigatório. Nascido em Moscou em 1971, ele começou a tocar piano com impressionantes dois anos de idade. Não tardou para que seu incomum talento fosse reconhecido, levando-o a ter aulas com Anna Kantor. A estreia em um concerto veio aos dez anos, e o primeiro recital no ano seguinte. Em 1984, gravou os dois concertos de Chopin com Dmitri Kitaenko. E o mundo passava a conhecer Evgeny Kissin.

Está em S.Paulo para dois recitais na Sala São Paulo, com um intervalo inusual entre eles: um no dia 4 de junho, e o outro só no dia 27 de junho. O repertório compreende dois universos distintos em seu horizonte como intérprete. De um lado, há um terreno profundamente conhecido, no qual Kissin é mais aclamado: Ludwig van Beethoven, com a 'Sonata para piano nº 14, Op. 27 nº 2 - Ao Luar', e Frédéric Chopin, com o 'Noturno Op. 32, nº 2' e a 'Sonata para piano nº 3, Op. 58'. Mas a peça central do programa está ligada a caminhos que ele vem começando a explorar recentemente - a 'Sonata para piano, Op; 26', de Samuel Barber.


Grieg Piano Concerto - Evgeny Kissin, Sir Simon Rattle.

Se você é um admirador da arte pianística, não deve perder essas apresentações. Kissin é um dos maiores pianistas em atividade, herdeiro de uma tradição virtuosística russa que deu ao mundo alguns dos mais refinados mestres do instrumento. É o tipo de artista que, senhor a tal ponto de sua técnica, não encontra obstáculos para a expressão de seus sentimentos, paixões e concepções estéticas. As mesmas notas estão lá, há séculos, mas sempre ouvimos algo até então não revelado quando escutamos um intérprete como Kissin.

Allan Kozzin, do The New York Times, classificou esse mesmo recital, no início de maio, como "eletrizante". Kissin é tão seguro de sua qualidade que não precisa perder tempo em demonstrá-la. O que lhe interessa é o sentimento.

A música em si.

(Escrito por Guilherme Conte)
www.estadao.com.br

sexta-feira, 1 de junho de 2012

JOÃO CARLOS MARTINS

O maestro João Carlos Martins foi submetido  a uma cirurgia para colocação de estimulador cerebral profundo. O procedimento faz parte do tratamento de distonia muscular do membro superior.
  O estimulador é uma tentativa de reverter a distonia, que tem como uma das características a perda dos movimentos das mãos.
  Depois da cirurgia que fez na mão esquerda para ativar os movimentos dos músculos,o maestro João Carlos Martins afirma: “Vale a pena trocar tudo na vida por um sonho. E eu troquei tudo, novamente, por um sonho”.
“Foi dramático admitir que não conseguia mais tocar.” Sobre os treinos para voltar a tocar profissionalmente, João Carlos afirmou que não perdeu a esperança. “Vou mostrar que é possível quando você tem fé e acredita em Deus”, disse emocionado.
 O maestro revelou que depois de 10 anos conseguiu abrir a mão esquerda pela primeira vez. “Oito dias após a operação eu estava tocando a Nona Sinfonia de Beethoven.”
João Carlos colocou dois chips em seu peito, um japonês e um americano, para ativar dois pontos de seu cérebro. “Voltei a ser um menino de seis anos”, diz o maestro, se referindo aos treinos de piano que está fazendo, para ativar três dedos de sua mão esquerda, que ficaram parados por 10 anos.


http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2012/04/16/apos-cirurgia-no-cerebro-maestro-joao-carlos-martins-se-recupera-bem-diz-boletim-medico.htm

Maestro João Carlos Martins toca "Gabriel's Oboe" (Ennio Morricone) - Programa do Jô 18/05/2012